Relações de força – Ginzburg, Carlo
Publicado por kuinzytao em Fevereiro 22, 2007
Fonte
Site – http://www.revista.agulha.nom.br/ag29livros.htm
Autor: Nota da Editora
Conhecido por obras-primas como O queijo e os vermes e História noturna, Carlo Ginzburg levanta uma polêmica sobre as visões contemporâneas da história, com a elegância e sobriedade já conhecidas. Na seqüência de Olhos de madeira, o historiador italiano dedica-se neste livro a desmontar a visão pós-moderna da historiografia como prática desobrigada de qualquer objetividade. Ginzburg traça uma genealogia do pós-modernismo e chega à obra do silófofo alemão Friederich Nietzsche e suas idéias juvenis sobre a retórica, para então mostrar a vigência de uma outra tradição que, desde Aristóteles, vincula a retórica à prova. O historiador estuda momentos exemplares desse vícnulo. A leitura da Educação sentimental, de Gustave Flaubert, vem mostrar como o discurso literário não elimina a correspondência entre ficção e história. Segundo o autor, a construção literária não é incompatível com a prova histórica. Ao analisar o quadro Demoiselles d’Avingnon, de Picasso, Ginzburg mostra como a educação clássica do pintor lhe permitiu conhecer melhor culturas estranhas à sua formação. Ginzburg destaca assim a importância da tradição clássica para a visão de culturas alheias e distantes, ao contrário do que faria supor o relativismo pós-moderno.
Livro: Relações de força (tradução de Jônatas Batista Neto). Ed. Companhia das Letras. São Paulo. 2002. 192 pgs


