A Ciência do Comportamento
Publicado por kuinzytao em Fevereiro 23, 2007
Fonte
Site – http://www.jlbelas.psc.br/acp-rogers.htm#CITA
Do livro: O homem e a ciência do homem; Ano-1968; Ed. Interlivros de Minas Gerais; MG-Br-1973 Pag.58/59 e 60; Tema: A Ciência do Comportamento
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Ciência
” Valorizo a pessoa. De todas as incríveis formas de vida e não-vida que existem no universo, o ser humano é a que me parece ter o potencial mais excitante, as maiores possibilidades de um desenvolvimento contínuo, as melhores faculdades para uma vida auto-consciente. Não posso provar que o indivíduo seja quem mereça a maior valorização. Posso apenas dizer que minha experiência faz com que eu lhe atribua um valor primordial. Tenho plena consciência de que podem existir outros pontos de vista; que alguém pode, por exemplo, atribuir à sociedade o valor primordial e ao indivíduo apenas um valor secundário. Porém, apenas no indivíduo existe a consciência. Apenas no indivíduo cursos alternativos de ação podem ser profunda e conscientemente analisados quanto às suas conseqüências enriquecedoras ou destrutivas. Toda a história da humanidade, a meu ver, mostra uma ênfase gradualmente crescente na importância e valor de cada indivíduo. Eu não só observo esta tendência como participo dela.
… como uma pessoa, coloco-me nos dois campos: o mundo do cientista, rigoroso e preciso; e o mundo da pessoa, sensível e subjetivo.”
(…)
Como adquirimos o conhecimento ?
“Tenho tentado nos últimos anos, com o auxílio de colegas e alunos, pensar e investigar mais profundamente alguns desses problemas. Abordarei primeiro a pergunta: ” Como adquirimos o conhecimento?”. Quando deparamos pela primeira vez com esta pergunta, tendemos a pensar em parte da impressionante maquinaria da ciência. Quanto mais insistimos nesta pergunta, mais somos forçados a compreender que, em última análise, o
conhecimento apóia-se no subjetivo: Eu experimento; ao experimentar, eu existo; no existir eu, em um determinado sentido, conheço, tenho uma sensação de certeza. Todo o conhecimento, inclusive todo o conhecimento minúscula base subjetiva e pessoal.
…Se parece duro ou difícil desistir da infalibilidade do conhecimento que é habitualmente relacionada à ciência, talvez devamos reconhecer que, nas afirmações que faço, coloco uma sólida ênfase na ciência como um processo, mais do que à ciência como um resultado.”
Carl R. Rogers


