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Liberdade de Aprender em Nossa Década

Publicado por kuinzytao em Fevereiro 23, 2007

Fonte
Site – http://www.jlbelas.psc.br/acp-rogers.htm#CITA
Do livro: Liberdade de Aprender Em Nossa Década; Ed. Artes Médicas Porto Alegre-RS; 1985; Pag.125/126. Obs.: Os destaques em negritos não são originais.

Educação
“Desejo iniciar este capítulo com uma declaração que, para algumas pessoas, pode parecer surpreendente, e, para outras talvez ofensiva. Ela é, simplesmente: ensinar, a meu juízo, constitui uma função altamente superestimada.
Havendo-a feito, corro ao dicionário para ver se é realmente isso o que quero dizer. Ensinar significa “instruir”. Pessoalmente não me acho muito interessado em instruir outros sobre o que devem saber ou pensar, embora algumas pessoas pareçam adorar fazê-lo. “Transmitir conhecimentos ou habilidades.” Minha reação é perguntar se não se pode ser mais eficiente usando-se um livro ou a aprendizagem programada.
“Fazer saber.” Aqui, os meus cabelos se eriçam: não tenho desejo algum de fazer alguém saber algo. “Mostrar, guiar, orientar.” Tal como o vejo, já se mostrou, guiou e orientou pessoas demais. Dessa maneira, chego à conclusão de que realmente disse o que queria dizer. Ensinar, para mim, é uma atividade relativamente sem importância e vastamente supervalorizada. Mas existe mais do que isso em minha atitude. Tenho uma reação negativa ao ensino.
Por que?
Acho que é porque ele levanta todas as questões erradas. Assim que dirigimos a atenção para o ensino, surge a questão: o que ensinaremos?
O que, desde nosso elevado ponto de vista, a outra pessoa precisa saber?
Fico pensando se, neste nosso mundo moderno, achamo-nos justificados em presumir que somos sábios a respeito do futuro, e que os jovens são tolos. Estamos realmente certos do que eles devem saber ?
Vem , então, a ridícula questão da abrangência. O que deve o curso abranger ?
Esta noção baseia-se na presunção de que o que se ensina é o que se aprende; o que se apresenta é o que é assimilado. Não conheço outra presunção que seja tão óbviamente falsa. Não é necessário efetuar pesquisas para fornecer provas de que é falsa. Basta apenas falar com alguns estudantes.”…
…” Achamo-nos, em minha opinião, defrontados com uma situação inteiramente nova na educação, na qual o objetivo desta, se é que desejamos sobreviver, deve ser a facilitação da mudança e da aprendizagem.
O único homem instruído é aquele que aprendeu como aprender, o que aprendeu a adaptar-se e a mudar, o que se deu conta que nenhum conhecimento é garantido, mas que apenas o processo de procurar o conhecimento fornece base para a segurança.
A qualidade de ser mutável, um suporte no processo, mais do que no conhecimento estático, constitui a única coisa que faz qualquer sentido como objetivo para a educação no mundo moderno.”

Carl R. Rogers

Uma Resposta para “Liberdade de Aprender em Nossa Década”

  1. [...] e alienamos em algo que não lhes pertence, obrigando-os a buscar a sua identidade fora deles. E quem busca a sua identidade fora de si está condenado a viver na ausência de si mesmo, movido pe… Nós pensamos que o futuro deve surgir dos homens e mulheres que viverão no futuro. Homens e [...]

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