Publicado por kuinzytao em Fevereiro 22, 2007
Fonte
Site – http://www.cadireito.com.br/artigos/art76.htm
Autor: Jose Luiz Quadros de Magalhães
ENSAIOS SOBRE IDEOLOGIA, PODER E DOMINAÇÃO NO ESTADO CONTEMPORÂNEO
ENSAIO 1
A busca do real
Jose Luiz Quadros de Magalhães
Quais são os reais jogos de poder que se escondem atrás das representações do mundo contemporâneo? A representação do mundo é fundamental para a manutenção das relações sociais, desde as comunidades primitivas até os nossos dias complexos. Representar é significar. Não utilizo o termo aqui como representação política mas representação como reprodução do que se pensa; como reprodução do mundo que se vê e se interpreta e logo como atribuição de significado às coisas. Representação é exibir ou encenar.
A representação pode, portanto, ajudar a compreender as relações de poder ou pode ajudar a encobri-las. O poder do Estado necessita da representação para ser exercido e neste caso a representação sempre mostra algo que não é, algumas vezes do que deveria ser, mas, em geral, propositalmente o que não é. Representação pode, de um lado, ao distorcer a aparência revelar o que se esconde atrás desta[1] e de outra forma encobrir os reais jogos de poder, os reais interesses e as reais relações de poder.
Várias são as formas de dominação. Tem poder quem domina os processos de construção dos significados dos significantes[2]. Tem poder quem é capaz de >>> Leia o resto deste artigo »
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Publicado por kuinzytao em Fevereiro 22, 2007
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Site – http://www.revista.agulha.nom.br/ag29livros.htm
Autor: Nota da Editora
Conhecido por obras-primas como O queijo e os vermes e História noturna, Carlo Ginzburg levanta uma polêmica sobre as visões contemporâneas da história, com a elegância e sobriedade já conhecidas. Na seqüência de Olhos de madeira, o historiador italiano dedica-se neste livro a desmontar a visão pós-moderna da historiografia como prática desobrigada de qualquer objetividade. Ginzburg traça uma genealogia do pós-modernismo e chega à obra do silófofo alemão Friederich Nietzsche e suas idéias juvenis sobre a retórica, para então mostrar a vigência de uma outra tradição que, desde Aristóteles, vincula a retórica à prova. O historiador estuda momentos exemplares desse vícnulo. A leitura da Educação sentimental, de Gustave Flaubert, vem mostrar como o discurso literário não elimina a correspondência entre ficção e história. Segundo o autor, a construção literária não é incompatível com a prova histórica. Ao analisar o quadro Demoiselles d’Avingnon, de Picasso, Ginzburg mostra como a educação clássica do pintor lhe permitiu conhecer melhor culturas estranhas à sua formação. Ginzburg destaca assim a importância da tradição clássica para a visão de culturas alheias e distantes, ao contrário do que faria supor o relativismo pós-moderno.
Livro: Relações de força (tradução de Jônatas Batista Neto). Ed. Companhia das Letras. São Paulo. 2002. 192 pgs
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Publicado por kuinzytao em Fevereiro 22, 2007
Fonte
Site – http://www.symbolon.com.br/resenhas2.htm
Texto de Paulo Costa de Souza
Carlo Ginzburg reuniu nove ensaios reflexivos e nomeou-os em um livro com o título “Olhos de Madeira”. Esses olhos de madeira são os de Pinóquio no famoso conto de Carlo Collodi. Podem ser olhos de madeira que nos olham estranhamente ou podem ser os nossos olhos que deveriam ser estranhos olhos de madeira; penso que devam ser os dois.
O autor nos leva por um mundo de personagens literários bastantes conhecidos no mundo cultural das letras começando com Marco Aurélio e chegando até os nossos dias. Nos convida a olhar e ser olhado; nos convida a usar a pupila dos olhos para sermos pupilos dos olhos dos mestres; nos excita a sermos ingênuos e despretensiosos e com isso treinar e exercer o estranhamento.
Quando olhamos para um outro ser humano podemos ver um véu (de Mâyâ) embaçando o relacionamento; mas este véu está sobre o outro ou está sobre nós? Provavelmente encontraremos dois véus, mas à distância que leva ao estranhamento nos fará tirar o nosso véu para tentar nos descobrir no outro e possivelmente o outro tirará o seu véu.
A proposição de Ginzburg é difícil e ao mesmo tempo instigante. Resta-nos a coragem de nos sentir bonecos de pau, para então começar a transformação em seres de carne, osso e sangue.
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